Liana Gesteira

Escolhi a arte como profissão. E atuo como artista no Coletivo Lugar Comum desde 2008.  Participei da criação dos espetáculos  Leve (2009), do solo Topografias do feminino (2011) do espetáculo Segunda Pele (2012) e da da performance de rua Motim (2015). Ao longo de 2013 integrei como artista-pesquisadora a pesquisa A Voz do Movimento e em 2014 integrei a pesquisa prática Trânsito Coletivo que resultou na criação e performances em espaços públicos da cidade, e em 2015 me lancei na pesquisa Aéreo Improvisado, que colocou em diálogo o Tecido Acrobático e o Contato Improvisação. Além de artista, exerço diversas funções no Coletivo, como preparadora corporal, gestora de projetos, administradora de crises artísticas antes da estreia, organizadora do núcleo etílico, e ajudante de divulgação das ações do coletivo.

 

Tive alguns mestres em meu caminho, como Eduardo Freire (Kuka), com quem estudei balé por 7 anos (1993 a 1999), e Zdenek Hampl, com quem trabalhei por três meses em 2003, mas que possibilitou um encontro de intensidades para toda minha vida artística. Me formei enquanto profissional no Grupo Experimental, entre os anos de 1999 e 2001. E no Grupo Grial pude experimentar outras vertentes de dança em meu corpo. Minha especialização em Dança, que cursei Faculdade Angel Vianna (2010-2011), também considero uma importante mestra.
Entre 2009 e 2012 fui integrante da Cia. Etc., a quem devo muito aprendizado de grupo, de arte e de vida. Nesse tempo em que estive no grupo atuei como interprete do espetáculo Silêncio, do solo Rox, Xox, Fox, da performance Involuntário, do espetáculo Dark Room. E tive o prazer de desenvolver uma intensa atividade de criação e atuação na área de videodança, participando como artista-criadora de Maxixe (2010), Bokeh (2010) e Dança Aí!(2011) e Rebu (2012). Em 2012 participei da pesquisa Contribuições entre Corpo e Vídeo, investigação teórica e prática sobre os processos de produção da videodança. Apesar de não estar no elenco do grupo, me sinto parceira e admiradora da Cia. Etc.

Ao longo de minha estadia em Brasília entre 2005 e 2008 construi várias amizades e parcerias, com a Anti Status Quo Cia de Dança e com o grupo Margaridas. Nesse tempo pude rever minhas escolhas estéticas e me encontrei com uma prática que modificou minha  maneira de estar e mover no mundo: o Contato Improvisação. Assim tenho me dedicado a pesquisar e difundir essa prática em Pernambuco. Desde 2011 atuo como professora de Contato e Improvisação, facilitando aulas e oficinas, e coordenando a realização de Jams de Dança com música ao vivo. Em 2013 e 2015 fiz a coordenação geral do evento Contato Coletivo –  Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco, realizado pelo Coletivo Lugar Comum.

Sou apaixonada pela pesquisa teórica e histórica em Dança. Desde 2003 atuo no Acervo RecorDança, um projeto que foi uma escola de gerir sonhos e viabilizar pesquisas. Lá  coordenei ações e realizei pesquisas sobre a memória da dança do Recife. Conhecer os artistas que construíram essa história e relfetir sobre os caminhos trilhados que deram contorno ao presente é um fazer que me move diariamente. Como pesquisadora também tive a honra de fazer parte da Associação Reviva, que me ensinou a ampliar minha atuação para o campo da cultura popular e a possibilitar a difusão de pesquisas a partir do trabalho de edição de livros que realizei pela Editora Reviva.

Sou ativista por coração. Assim, sou integrante do Movimento Dança Recife desde 2004 e já participei como membro do Colegiado Nacional de Dança (2010-2012) e da Comissão Setorial de Dança em Pernambuco (2010-2012).

Como produtra me instiga construir espaços que possibilitem a formação, a reflexão e a criação em arte. Por isso, além de realizar o Contato Coletivo, me dedico a outros eventos. Entre 2012 e 2015 atuei na programação pedagógica da Mostra Brasileira de Dança e me dedico a pensar e viabilizar ações do Articulações – Fórum de Artes Performativas.

Liana