Segundo CONTATO COLETIVO!!!

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Contato Coletivo_Foto Ju Brainer

DANÇARINOS DO CHILE E DE VÁRIAS PARTES DO BRASIL SE ENTREGAM AO IMPROVISO DURANTE UMA SEMANA NA CIDADE DO RECIFE DURANTE O II ENCONTRO DE CONTATO IMPROVISAÇÃO DE PERNAMBUCO

As inscrições são gratuitas e estão abertas até esta segunda, dia 24 de agosto

Pela segunda vez, Recife, capital pernambucana, estará respirando a dança gerada na prática do Contato Improvisação durante uma semana com atividades diárias de manhã até a noite e a presença de nomes importantes na recente história do Contato em toda a América Latina. Para participar, basta se deixar mover pelo desejo da troca. O Contato Coletivo – II Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco, projeto idealizado pelo Coletivo Lugar Comum com incentivo do FUNCULTURA, recria espaços de encontro, de compartilhamentos, de investigação, de convivência, de parcerias e de afetos, onde o corpo é o suporte de todos os acontecimentos. As inscrições para as oficinas são gratuitas e estão abertas até a próxima segunda, dia 24 de agosto, pelo site www.contatocoletivo.com.br. A programação acontece de 21 a 27 de setembro. O resultado dos selecionados será divulgado por email para cada participante no dia 28 de agosto. Todas as oficinas vão acontecer na sede do Coletivo Lugar Comum, na Rua do Lima, 210, Santo Amaro, no período da manhã e tarde, sempre das 10h às 13h e das 15h às 18h.

As oficinas gratuitas trarão ao Recife os professores, pesquisadores e dançarinos Javiera Sanhueza (Chile), Ana Alonso (SC), Fernando Neder (RJ) e Hugo Leonardo (BA), quatro dos mais importantes na América Latina na divulgação, realização e construção da história do Contato Improvisação. Além das oficinas, as Jams vão movimentar as noites da cidade, das 19h às 21h30, em vários espaços culturais do Recife, uns dedicados à dança, outros às artes em geral, uns públicos, outros privados, recriando parcerias e movimentos. O termo Jam vem da expressão jazz after midnight, quando os músicos de jazz americanos passaram a se encontrar depois do trabalho para improvisar livremente. Depois o termo Jam passou a ser usado também para os encontros de prática livre de Contato Improvisação. As Jams de dança são abertas ao público em geral num espaço para o livre improviso a partir do contato corporal, promovendo trocas entre criadores e proporcionando igualmente novas vivências de movimento para quem tem e para quem não tem experiência em dança. Durante o encontro haverá ainda apresentações das performances “Corpo Ambiente” (RJ) e “Feito de Nós Mesmos” (PE) e algumas das Jams da agenda terão música ao vivo em movimento e criação também improvisados pelos músicos Caio Lima, Hugo Medeiros e Mateus Alves. Os espaços parceiros são: Compassos Cia de Danças, Coletivo Sexto Andar, CAC – Centro de Artes e Comunicação da UFPE, Espaço Experimental, Torre Malakoff e Espaço Vila. Todos os eventos noturnos são gratuitos e abertos ao público, é só ficar de olho na programação e chegar, nem precisa se inscrever.

O Contato Improvisação desenvolve um trabalho corporal, a partir do diálogo físico entre duas ou mais pessoas. Consiste num trabalho em dupla, ou em grupo, em que o peso e contrapeso são a chave para o movimento acontecer, de forma improvisada, mas consciente, na relação entre corpos. Não é necessário ser bailarino ou ter experiência anterior para participar das atividades. No site www.contatocoletivo.com.br você pode conferir os dias e horários da programação completa, as sinopses de cada oficina e também o currículo completo dos professores convidados.

Contato Coletivo4_Foto Ju Brainer

SOBRE O CI – Segundo a dançarina e facilitadora Ana Alonso, “o Contato Improvisação é uma prática corporal de improvisação com foco na relação. Inspira-se no encontro entre as pessoas para além das palavras, em que a lógica e o significado não estão predefinidos em termos de movimentos. O que vai defini-los são os corpos e o meio que compartilham. Jogos de equilíbrio, apoio, fluxo de movimento e colaboração para que o movimento entre os corpos aconteça são comuns. Cumplicidade, confiança e intuição são fatores importantes desenvolvidos nessa prática, porque há interesse de acessar “um outro eu mesmo”, “o outro” e “um outro acontecimento” e de nisso se revelar o inesperado, pois se busca experimentar na relação liberdade frente a certos pré-determinismos sociais. A prática do Contato Improvisação promove, em geral, transformação do uso do corpo e do fluxo do movimento, e se dá em íntima interdependência dos corpos no diálogo. Com isso, cria comunicação com a oportunidade de, ao mesmo tempo, jogar com paradigmas socioculturais e também recriar o mundo, por meio do diálogo de interações a cada encontro”.

O site Contato Improvisação Brasil (contatoimprovisacao.wix.com/cibr) traz mais detalhes sobre a presença da prática no Brasil e no mundo, o calendário dos encontros e a história do CI.

O Contato Improvisação foi proposto em sua origem por Steve Paxton, dançarino e coreógrafo americano, em 1972. Ele estava interessado em descobrir como a improvisação em dança poderia facilitar a interação entre os corpos, suas reações físicas, e em como proporcionar a participação igualitária das pessoas em um grupo, sem empregar arbitrariamente hierarquias sociais. Paxton chamou a dança de contact improvisation porque descrevia exatamente o que eles estavam fazendo. Ele buscava explorar os aspectos físicos no trabalho como valor neutro: o que era possível fazer, e não o que pareceria esteticamente. De acordo com Paxton, “a estética ideal do Contato Improvisação é um corpo totalmente integrado”. Steve Paxton nasceu e foi criado no Arizona, e trouxe muitas linhas de treinamento do movimento em sua dança. Foi atleta, ginasta, artista marcial e um dançarino moderno. No início de 1960, Steve dançou na companhia de Merce Cunningham e participou das transformações da dança nos anos 60 no mundo.

Contato Coletivo2_Foto Ju Brainer

foto_leve_de Silvia Goes foto_leve_foto de Silvia GoesO pernambucano Coletivo Lugar Comum acaba de abrir inscrições para oficina Multiplicando olhares sobre o corpo que dança. As aulas terão início no dia 19 de agosto e acontecerão sempre às quartas-feiras, durante quatro meses. Para se inscrever basta enviar breve currículo e carta de intenção (com 10 linhas no máximo) destacando também se a disponibilidade de horário do aluno ou aluna é nas quartas pela manhã ou à tarde ou nos dois turnos. O endereço é multiplicando.olhares@gmail.com. As inscrições estarão abertas até o dia 12 de agosto e os alunos selecionados receberão retorno por e-mail até o dia 16 de agosto. São ao todo 20 vagas, sendo dez vagas para pessoas cegas. A oficina é voltada para alunos iniciantes, a partir dos 16 anos, interessados em compartilhar novas experiências e novos olhares sobre o corpo e o movimento. As aulas e a inscrição são gratuitas e acontecerão na sede do Coletivo Lugar Comum, na Rua Capitão Lima, 210, no bairro de Santo Amaro, Recife/PE.

 

A oficina de iniciação em dança Multiplicando olhares sobre o corpo que dança vai abordar aspectos teóricos sobre o movimento, anatomia e diferentes técnicas presentes no universo e na história da dança através da leitura de textos e discussões, além de exercícios práticos desenvolvidos a partir da experiência corporal das artistas Maria Agrelli, Renata Muniz e Silvia Góes, do Coletivo Lugar Comum. Ao todo são quatro meses de aulas práticas e teóricas de iniciação em dança dedicadas ao desenvolvimento de um trabalho de conscientização pelo movimento em que a sensibilização aconteça também pela troca em sala de aula entre pessoas cegas e outras pessoas sem deficiência aparente interessadas na experiência de compartilhar descobertas corporais a partir deste encontro.

 

O projeto, incentivado pelo FUNCULTURA, engloba também a realização de eventos artísticos na sede do Coletivo Lugar Comum, somados a debates e discussões focados prioritariamente no público cego, cuja voz será o norte para novas propostas que possam transformar a relação de sua presença nos espetáculos de dança com acessibilidade oferecidos em Pernambuco. A cada mês, grupos e artistas que já apresentaram espetáculos com áudio-descrição ao longo de sua trajetória serão convidados para um evento artístico, com apresentações seguidas de debates. A proposta é que o encontro se consolide como um espaço aberto para troca de saberes entre profissionais das artes cênicas que têm interesse em investir em acessibilidade, profissionais da área de acessibilidade propriamente dita e o público cego da cidade, criando um território onde dar e receber se misturem, proporcionando assim um melhor conhecimento das necessidades e desejos particulares e compartilhados no sentido de impulsionar a presença das pessoas cegas nos espetáculos e teatros locais.

 

Além de aproximar o público cego da vivência corporal em dança trazendo elementos de técnicas diversificadas, o projeto Multiplicando olhares sobre o corpo que dança, através das discussões e de um Blog que será alimentado ao longo da trajetória, vai traçar um panorama sobre facilidades e dificuldades, acertos e erros na busca pela garantia da acessibilidade aos espetáculos como direito do público cego e prioridade de investimento dos grupos e artistas de Pernambuco. Tudo isso poderá servir de instrumento para qualquer artista, produtor, grupo ou entidade pública ou privada que pretenda ampliar a presença do público cego às obras criadas e apresentadas no Estado, fazendo com que o desejo da troca se realize e os equipamentos de áudio-descrição nos espetáculos sejam mais do que recursos silenciosos esperando ansiosamente por um público que não chegou ainda.

 

FOTOS: espetáculo de dança LEVE, do Coletivo Lugar Comum, o primeiro de dança em Pernambuco que realizou uma temporada inteira com acessibilidade. Fotografias de Silvia Góes.

Workshop une a liberdade do improviso na dança  aos aéreos circenses – Inscrições abertas e gratuitas

aereo improvisado_foto_de_Gabriel Santana aereo improvisado_fotografia de Gabriel Santana aereo improvisado_fotografia_Gabriel Santana flyer-oficina - FINALEstão abertas até o dia 14 de agosto as inscrições para o workshop “Estar Suspenso”, um trabalho que une dança e acrobacias circenses em equipamentos aéreos, numa busca por novas conexões com o movimento. A iniciativa trará ao Recife a atriz, bailarina e acrobata Carol Cony (RJ). Terá duração de dois dias e vai acontecer nos dias 22 e 23 de agosto, das 9h às 13h, no Espaço Vila, em Santo Amaro, Recife/PE. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do formulário disponível no blog aereoimprovisado.wordpress.com ou direto através do link aereoimprovisado.wordpress.com/inscrições/. A seleção dos 15 participantes será feita pela equipe do projeto e o resultado final divulgado no dia 17 de agosto. Durante o encontro os participantes poderão vivenciar uma nova maneira de se movimentar sobre os aparelhos aéreos com exercícios voltados para a composição cênica. Os alunos entrarão em contato com novas possibilidades criativas, tanto no chão quanto nos aparelhos aéreos circenses (trapézio e tecido acrobático), podendo dar continuidade ao trabalho em sua pesquisa pessoal.

Carol Cony vive no Rio de Janeiro desde 2003 e atuou no elenco do grupo de circo Intrépida Trupe, de 2006 a 2011. Participou de importantes festivais nacionais e internacionais como: Festival Europália (Bélgica-Bruxelas), Festival de Teatro de Quito (Equador), Festival Mundial de Circo de Belo Horizonte (MG), Festival de Teatro de Curitiba (PR), Festival de Circo do Brasil (PE-Recife), Festival Internacional SESC de Circo (2013), entre outros. Dirigiu e atuou no espetáculo Circo Strada, que realizou duas temporadas no jardim do Museu da República (2012/13) atingindo mais de 400 pessoas por dia. Entre os prêmios recebidos estão o de melhor número de circo na mostra do Fil, com o número de trapézio Tarja Preta em 2012 e melhor companhia profissional com o número de trapézio “Juguete para dos Nenas”, com Juliana Medella e dirigido por Raquel Karro.

           

A realização do workshop integra a programação do projeto de pesquisa “Aéreo Improvisado”. A proposta parte da fricção, da interseção e descoberta de atravessamentos entre o Contato Improvisação (assim como outras práticas ancoradas no improviso e utilizadas no treinamento do corpo que dança) e a técnica do trapézio e tecido acrobático, com a proposta de subverter o uso do aparelho aéreo circense, gerando novas criações. Serão ao todo seis meses de trabalho, com atividades abertas a artistas, estudantes e professores de circo e dança e ao público em geral interessado na prática da acrobacia aérea. O projeto, idealizado pela artista Lorena Cronemberger, do Coletivo Lugar Comum, com incentivo do FUNCULTURA, envolve treinamento técnico dos aparelhos com encontros semanais; orientação prática de Contato Improvisação com a bailarina Liana Gesteira (Coletivo Lugar Comum – PE); além de uma mini residência e deste workshop com a bailarina e acrobata Carol Cony (RJ) e mais uma apresentação pública dos resultados ao final do percurso. É circo e dança, voo e salto, mergulho e contato. A subversão do encontro no movimento do ar. Ventos, balanços, pesos e raízes, criando espaços outros, próprios, tempo e gravidade desenhando assombros, horizontes verticais na expressão do corpo artístico em criação constante.

 

Antecedendo a realização do workshop, de 17 a 21 de agosto, acontece uma mini residência, proporcionando um encontro de experiências entre a pernambucana Lorena Cronemberger e a artista Carol Cony. As práticas serão focadas na construção de um corpo extracotidiano e cênico no aparelho aéreo, subvertendo os movimentos tradicionais e criando uma pesquisa baseada nas diferentes qualidades de movimentação, com o intuito de gerar  “aberturas criativas” durante o processo a partir dos movimentos-sequencias vivenciados sobre, sob, ou em torno do  aparelho.

 

A orientação prática de Contato Improvisação conta com a participação da bailarina Liana Gesteira, que atua em Pernambuco e vive a dança há mais de vinte anos. Liana é artista integrante do Coletivo Lugar Comum desde 2009. É especialista em Dança pela Faculdade Angel Vianna/Compassos (2011). Iniciou seus estudos em dança pela técnica de balé clássico em 1990. Profissionalmente integrou o elenco do Grupo Experimental (1999/2001), o Grupo Grial (2003/2005) e a Cia. Etc (2009 a 2012) desenvolvendo sua formação na área de dança contemporânea. Entre 2005 e 2008 residiu em Brasília, desenvolvendo sua formação na área de dança contemporânea a partir de aulas com Luciana Lara (ASQ Companhia de Dança) e de Contato e Improvisação, com Giovani Aguiar (DF). Entre 2011 e 2013 aprofundou seu conhecimento em Contato Improvisação tendo aulas com os professores Ricardo Neves (SP), Eckhard Muller e Daniela Schwartz (ARG), Paulo Mantuano (RJ), Hugo Leonardo (BA), Camillo Vacalebre (Ita), Duda Freyre (PE), Autarco Arfini (ARG), Guto Macedo (RJ), Ana Alonso (SC) e Catalina Chouhy (URG). Em 2013, foi coordenadora geral do “Contato Coletivo – I Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco”, promovido pelo Coletivo Lugar Comum em Olinda.

O projeto, incentivado pelo FUNCULTURA, fundo de incentivo à cultura do Governo de Pernambuco, acontece a partir de uma parceria com o Coletivo Lugar Comum e o Espaço Vila.

“A ampliação da prática de aéreo é um desafio, dado que se trata de uma prática onde a técnica é utilizada de forma limitada, em contradição com o risco que a atividade abarca”, diz Lorena Cronemberger. “O Contato Improvisação desenvolve um trabalho corporal de conscientização e potencialização da presença a partir do diálogo físico entre duas ou mais pessoas e trazer o Contato Improvisação para essa pesquisa tem como pressuposto ampliar a interação do artista circense com o próprio aparelho, entendendo-o como um outro corpo. Além disso, o trabalho de Contato Improvisação desenvolve no indivíduo a capacidade de realizar movimentos físicos com mais consciência e paciência. Também auxilia no desenvolvimento da expressividade, propiciando um momento em que a pessoa possa mergulhar de maneira mais aprofundada nas próprias ações, atitudes e imaginação”, completa.

O Contato Improvisação foi proposto em sua origem por Steve Paxton, dançarino e coreógrafo americano, em 1972. Ele estava interessado em descobrir como a improvisação em dança poderia facilitar a interação entre os corpos, suas reações físicas, e em como proporcionar a participação igualitária das pessoas em um grupo, sem empregar arbitrariamente hierarquias sociais. Paxton chamou a dança de contact improvisation porque descrevia exatamente o que eles estavam fazendo. Ele buscava explorar os aspectos físicos no trabalho como valor neutro: o que era possível fazer, e não o que pareceria esteticamente. De acordo com Paxton, “a estética ideal do Contato Improvisação é um corpo totalmente integrado”. Steve Paxton nasceu e foi criado no Arizona, e trouxe muitas linhas de treinamento do movimento em sua dança. Foi atleta, ginasta, artista marcial e um dançarino moderno. No início de 1960, Steve dançou na companhia de Merce Cunningham e participou das transformações da dança nos anos 60 no mundo.

SERVIÇO:

 Workshop ESTAR SUSPENSO

com Carol Cony (RJ)

Dias 22 e 23 de agosto 

Das 9h às 13h

Inscrições gratuitas pelo Blog: aereoimprovisado.wordpress.com/inscrições/

Onde: Espaço Vila, Rua Radialista Amarílio Nicéas, nº76, Santo Amaro, Recife/PE  (Em frente ao prédio da TV Jornal).